segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Caminho


video

Eu gosto muito de ouvir música enquanto caminho, ando de trem ou passeio de carro. Enfim, isto me estimula muito, adoro aplicar um tipo de música a algo que esteja vendo como um telespectador , porém neste caso é tudo tão natural que chega a ser emocionante.

Este vídeo que fiz explica exatamente o que estou dizendo, ele faz parte de um pensamento que tenho chamado "Trilha Sonora da Vida" , que como comentado acima, é cada momento real assistido com um som de fundo.

domingo, 22 de agosto de 2010

A verdade de alguns



Quando eu era pequeno eu adorava assistir horário político, sério mesmo, era uma super diversão para mim. Por ser obrigatório para todos os canais abertos, e por eu não ter canais por assinatura na época eu acabava assistindo como sei que todo mundo ou boa parte das pessoas também assistia.



Eu achava engraçado, ou melhor, super engraçado homens e mulheres vestidos socialmente suplicando a mim alguma coisa que eu não entendia. Por quê eles tinham aquele compromisso eu pensava, por quê estavam ali se expondo daquela forma tão ridícula e desesperada, e por quê minha mãe e meu pai encaravam aquela palhaçada com tanta seriedade. Bem, acho legal lembrar de como eu via o mundo naquela época, lembro que se falava muito do FHC e FMI e que eu pensava que um dia eu iria ter de saber sobre isso, ter que entender essas siglas e tudo mais. Lembro que o Paulo Maluf estava promovendo o Celso Pita e em seu tempo de propaganda ele ia vigoroso e eficaz colocar a mão no ombro do Pita e falar "Que se o Pita não fosse um Grande Prefeito, não era mais para votar nele".



Bom, isso ficou gravado na minha cabeça até hoje, pois eu acreditava que para alguém falar algo assim era pelo motivo que confiava mesmo no Pita e que colocava sua mão no fogo por ele. Também sondava a idéia de que se desse errado ele não ia mais ganhar voto nenhum pois ninguém ia ser tão burro. É, eu aprendi que o termo Burro não existe, e o que existe é um coletivo social chamado povo.



Em povo eu derivo a palavra e chego em dois tipos de pessoas que conheci, as que não sabem o o que é uma eleição ou que pelo menos não entendem seu propósito, e as que acham que sabem o que é uma eleição e que vivem reclamando dos políticos e falando que são todos ladrões e etc. Esse segundo grupo é o melhor, e tem uma frase de Maquiavel que o explica, "Desgraça de quem odeia política é ser governado por quem adora". Dai, sempre que se entra em discussões políticas eu faço parte de um terceiro grupo que não citei, o dos que ficam quietos, que param de escutar o segundo grupo e começam a buscar em si mesmos algo a fazer, a filosofar a causa do problema, tentam encontrar a razão para tudo isso sozinhos, sem blá blá blá.



A verdade é que esse terceiro grupo é o mais triste, pois é o grupo que assistia os horários políticos em uma infância cheia de bombardeios da mídia, das pessoas e da família. É um grupo que mesmo quando crianças, sabiam que iriam herdar um mundo de guerras, destruição e poluição. Esse grupo, hoje nestas conversas políticas não fala nada, apenas pensa consigo mesmo e infelizmente chega à conclusão de que a causa, o problema e tudo mais é culpa dos seres humanos.







Nota - Quase esqueci de Lembrar que o Eymael é um democrata cristão.





domingo, 8 de agosto de 2010

Mundo Corporativo




    Eu comecei a trabalhar com 12 anos na loja de livros do meu pai. Não era nada demais, eu digo, não tinha esta nescessidade pois minha mãe sempre cuidou muito bem de mim e com a participação do meu padastro nunca foi preciso a minha ajuda financeira na casa. Mas bem, a questão é que deste ponto em diante eu me envolvi bastante em várrios compromissos trabalhistas.
 
  Trabalhei em estudio de criação, administração de um site de vendas, eventos e como aprendiz em uma multi nacional. E garanto que, de todas estas situações a multi nacional foi a experiencia mais confusa, por uma simples e singela questão: Mundo Corporativo.
  
  Max Gehringer (foto) que me perdoe, mas o mundo corporativo é uma derivada indireta da globalização, e como o Comunismo, só é belo como idealização e não como prática. Nas grandes empresas é imposto uma utopia cinematográfica aonde todos sorriem falsamente, transformando o ambiente em um manicomio sinistro. Como uma arena de gladiação os setores brigam entre si e dificultam a boa saúde do trabalho, igual a empresas brigando por um mercado. Bom, ficamos então como idiotas lá, fingindo que gostamos uns dos outros, que aceitamos e trabalhamos juntos pelo bem da empresa, esta que indiretamente vive nos dizendo  que apesar de nossos esforços, não faremos falta. E de fato não faremos, pois a empresa nos matém como faixada, esta é a única retórica que explica esta idiotice toda. Não? Ok.
  
  De qualquer forma, não gosto de trabalhar, e não sou vagabundo. A questão é que fui ensinado a não mentir em minhas intenções e atitudes. Trabalhar ferrando os outros não se encaixa em meu perfil e nem mesmo é sadio, mas as unificações monstruosas das grandes empresas nos obrigam a trabalhar para elas. Corroendo  todas as alternativas humanas trabalhistas estes monopólios nos transformam em robôs, e como a geração está cansada demais para criar uma anarquia, nos enquietamos e vamos para casa dormir nossas 6 horas por noite. 
 
  O que eu quero dizer é que, nós precisamos trabalhar, é uma nescessidade humana, mas não desta forma. Estamos nos destruindo, fazendo com que tenhamos dor e sofrimento em questões simples que não precisam dessa  podridão. Contudo, o mundo gira mais rápido do que parece e como em um incêndio, aonde se é devastado rapidamente TUDO, nós vamos chorar, correr desesperados e tentar apagar uma chama mundial sem cura.
 Triste...